Este artigo é recorte da autopesquisa, em andamento, das vivências no voluntariado virtual. A autora tem vivenciado nos últimos anos situações somáticas que geraram distorções em sua autoimagem, ocasionando insegurança e posturas autodefensivas no ambiente familiar e no voluntariado. Apoiando-se no trafor da coragem e determinação, relata o autoenfrentamento ao assumir a docência on-line em turma do curso Bases do Pacifismo: do belicismo à compreensão da paz. Para isso, analisou fatos, parafatos e parapercepções vivenciados. Constatou nessa experiência que a autoimagem distorcida devia-se ao impedimento da autoexposição e enfrentamento da perda auditiva que a afastavam das funções propostas no voluntariado virtual. O realinhamento das posturas assistenciais e a assunção de novas tarefas no voluntariado virtual proporcionaram a ressignificação da autoimagem.
Homo Projector Maria José Carvalho Bento v. 07 n. 02 - JUL/DEZ - 2020 (2020-07)